Internacionais | Desabamento de arranha-céu
Domingo, 30 de Março de 2025
Terremoto na Ásia: nº de mortes vai a 1,7 mil em Mianmar; Tailândia faz buscas por mais de 70 soterrados
Em Mianmar, mais de 3,4 mil ficaram feridos e 300 pessoas ainda estão desaparecidas. Hospitais estão sobrecarregados e equipes de resgate enfrentam dificuldades para ajudar as vítimas.
O número de mortos pelo terremoto em Mianmar subiu para 1,7 mil, segundo informações divulgadas neste domingo (30) pelo governo militar do país. Os feridos passam de 3,4 mil e há mais de 300 desaparecidos.
Na vizinha Tailândia, as autoridades confirmaram 18 mortos no desabamento de um arranha-céu em construção na capital Bangkok. Pelo menos 76 pessoas estão presas sob os escombros do edifício. As operações de resgate entraram no terceiro dia, usando drones e cães farejadores para procurar sobreviventes.
Número de vítimas pode aumentar
O terremoto de magnitude 7,7, um dos mais fortes do século, sobrecarregou os hospitais em Mianmar. Enquanto equipes de ajuda internacional chegam ao país, algumas comunidades lutam para organizar esforços de resgate com recursos limitados.
O chefe da junta militar, general sênior Min Aung Hlaing, alertou que o número de vítimas pode aumentar e que sua administração enfrenta uma situação desafiadora, informou a mídia estatal. O anúncio veio três dias depois de ele ter feito um raro pedido de ajuda internacional.
Índia, China e Tailândia estão entre os vizinhos de Mianmar que enviaram suprimentos e equipes de socorro.
"A destruição foi extensa e as necessidades humanitárias estão crescendo a cada hora", disse a Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho em um comunicado.
A devastação aumentou ainda mais o sofrimento de Mianmar, país mergulhado no caos devido a uma guerra civil que surgiu após um levante nacional contra o golpe militar de 2021 (relembre o episódio), que derrubou o governo eleito da vencedora do Prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi.
Infraestruturas críticas — incluindo pontes, rodovias, aeroportos e ferrovias — em todo o país foram danificadas, dificultando os esforços humanitários, enquanto o conflito, que já devastou a economia, deslocou mais de 3,5 milhões de pessoas e debilitou o sistema de saúde.
Em algumas áreas próximas ao epicentro, moradores disseram a agência Reuters que a assistência do governo era escassa, deixando as pessoas por conta própria.
"É necessário restaurar as rotas de transporte o mais rápido possível", disse Min Aung Hlaing a autoridades no sábado, segundo a mídia estatal. "É necessário consertar as ferrovias e também reabrir os aeroportos para que as operações de resgate sejam mais eficazes."
O modelo preditivo do Serviço Geológico dos EUA estimou que o número de mortos em Mianmar pode ultrapassar 10 mil e que as perdas podem exceder o produto econômico anual do país.
G1
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