Internacionais | Irã
Quinta-feira, 13 de Fevereiro de 2025
Presidente do Irã sobre possível ataque a instalações nucleares do país: 'Se atacarem uma centena, construiremos outras mil'
Declaração foi resposta após reportagem do jornal "The Washington Post" dizer que a Inteligência dos EUA acredita que Israel provavelmente lançará um ataque preventivo ao programa nuclear do Irã até o meio do ano.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, falou sobre um possível ataque inimigo às instalações nucleares do país, nesta quinta-feira (13).
Após uma reportagem do jornal "The Washington Post" dizer que a Inteligência dos EUA acredita que Israel provavelmente lançará um ataque preventivo ao programa nuclear do Irã até o meio do ano, Pezeshkian afirmou na mídia estatal:
"Eles nos ameaçam dizendo que vão atingir instalações nucleares... Se vocês atacarem uma centena delas, construiremos outras mil... Vocês podem atingir os edifícios e os lugares, mas não podem atingir aqueles que os constroem".
Também nesta quinta, o comandante da Força Aérea iraniana, Hamid Vahedi, falou sobre um possível ataque e ameaçou: "Dizemos a todos os países, amigos e inimigos, que a doutrina do nosso país é defensiva, mas responderemos com força contra qualquer ataque inimigo".
Em outubro do ano passado, Irã e Israel trocaram ataques. Em meio às tensões causadas pelas ofensivas israelenses em Gaza e no Líbano, o governo de Teerã lançou mísseis em apoio aos aliados do Hamas e do Hezbollah.
Nesta segunda-feira (10), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levantou a possibilidade de Israel atingir o Irã em uma entrevista à Fox News, dizendo que preferiria fazer um acordo com o Irã para impedi-lo de obter uma arma nuclear.
"Todos acham que Israel, com nossa ajuda ou nossa aprovação, vai entrar e bombardeá-los pra caramba. Eu preferiria que isso não acontecesse", disse.
Apesar da declaração, foi o próprio Trump que reiniciou a escalada de tensões com o Irã. Logo após tomar posse, ele anunciou que iria buscar um Acordo de Paz Nuclear com o Irã, mas restabeleceu uma política de "pressão máxima" e ameaçou destruir o país em caso de retaliação.
Em resposta às declarações do presidente americano, o ministro das Relações Exteriores de Teerã falou que um ataque dos EUA ao país seria um "erro" e levaria a uma "guerra total".
Já o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, pediu que seu governo recuse qualquer negociação com Estados Unidos, alegando que seria "imprudente":
G1
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