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Sábado, 22 de Fevereiro de 2025

Bolo com arsênio: polícia conclui que Deise envenenou e matou quatro pessoas no RS

Conclusões sobre investigação foram apresentadas nesta sexta-feira (21). Deise Moura dos Anjos, segundo a polícia, também é autora de quatro tentativas de homicídio. Como a suspeita morreu, não houve indiciamento, em razão da extinção da punibilidade.

A Polícia Civil concluiu nesta sexta-feira (21) que Deise Moura dos Anjos matou quatro familiares em Torres, no Litoral Norte do RS. Segundo a investigação, três deles morreram em dezembro de 2024, após comerem um bolo envenenado com arsênio, e, três meses antes, o sogro de Deise morreu ao ingerir bananas e leite em pó contaminados levados pela nora.

Os inquéritos sobre os envenenamentos têm, juntos, mais de mil páginas, sendo mais de 400 apenas sobre o caso do sogro. A investigação policial concluiu que Deise é responsável pelos quatro homicídios triplamente qualificados (motivo fútil, emprego de veneno e dissimulação). As conclusões foram divulgadas em entrevista coletiva.

Presa temporariamente desde 5 de janeiro, Deise foi encontrada morta na cela na Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba. Não há indiciamento, pois o Código Penal prevê a extinção da punibilidade. O Ministério Público (MP) deverá representar pelo arquivamento do processo.

"Ela é a única autora desse fato criminoso. E por isso, em razão do seu falecimento, levou a extinção da punibilidade", explicou o chefe da Polícia Civil, delegado Fernando Sodré.

A polícia descartou motivação financeira para os crimes cometidos por Deise. A principal hipótese é "perturbação mental".

"A única conclusão que chegamos é que ela tinha uma grave perturbação mental. Até se cogitou motivação financeira, mas, quando descobrimos que tentou matar marido e filho, a motivação financeira foi descartada", afirmou a delegada regional do Litoral Norte, Sabrina Deffente.

A polícia ainda apura como Deise conseguiu comprar arsênio com facilidade. Segundo o Instituto-Geral de Perícias (IGP), a legislação para compra da substância é rígida, sendo necessária a apresentação de documentos, razão da compra e explicação da utilização.

 

G1

 

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