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Sexta-feira, 06 de Março de 2026

Alerta nos custo de produção - Agronegócio

Para o Brasil, que é um grande importador de fertilizantes, o acompanhamento desse cenário se torna essencial.

Alerta nos custo de produção - Agronegócio

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O mercado de insumos agrícolas iniciou esta sexta-feira, 6 de março, em estado de atenção. O agravamento das tensões no Oriente Médio — região responsável por uma parcela significativa da oferta global de fertilizantes nitrogenados — reacende preocupações sobre disponibilidade, logística e possíveis pressões de preços no curto prazo.

Do ponto de vista estratégico, a região envolvida no conflito tem grande peso no comércio internacional de fertilizantes. Aproximadamente 41% das exportações globais de ureia, 28% de amônia e 29% de DAP têm origem nessa área. Qualquer interrupção na produção ou no escoamento desses produtos pode gerar um choque imediato na oferta mundial.

Outro ponto de preocupação é a logística internacional. O Estreito de Hormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte de energia e fertilizantes, encontra-se sob forte tensão geopolítica. Diante desse cenário, alguns fornecedores já começam a retirar ofertas do mercado, enquanto o custo dos fretes tende a subir impulsionado tanto pelo risco operacional quanto pela valorização do petróleo.

Para o Brasil, que é um grande importador de fertilizantes, o acompanhamento desse cenário se torna essencial. Apesar de o país estar fora do pico da temporada de compras de nitrogenados, a duração e a intensidade do conflito serão determinantes para definir o comportamento dos preços nas próximas semanas.

Somando-se a esse quadro internacional, o mercado brasileiro enfrentará em abril de 2026 uma mudança relevante no campo tributário. Está previsto o retorno parcial da incidência de PIS e COFINS sobre fertilizantes, que até então eram isentos. A partir de 1º de abril, esses produtos voltarão a ser tributados tanto na importação quanto na comercialização interna. Simulações de mercado indicam um impacto estimado entre 2% e 2,2% no preço final, o que é significativo considerando o peso dos fertilizantes na estrutura de custos da produção agrícola.

Paralelamente, a alta do petróleo já começa a refletir no mercado doméstico de combustíveis.

 

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