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Sábado, 07 de Fevereiro de 2026

Polícia pede apreensão de passaporte de adolescente suspeito de agressões ao cão Orelha

Segundo a polícia, o objetivo é impedir que ele saia do país. Cachorro comunitário morreu no início do ano em Florianópolis.

A Polícia Civil de Santa Catarina pediu nessa sexta-feira (6) à Justiça a apreensão do passaporte do adolescente suspeito das agressões contra o cão comunitário Orelha, que morreu em Florianópolis. O objetivo é impedir que ele saia do país. A Polícia Federal também foi comunicada sobre o pedido.

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Em 29 de janeiro, o adolescente voltou ao Brasil após uma viagem aos Estados Unidos. Segundo a investigação, ele havia deixado o país depois da morte do animal para uma "viagem pré-programada".

O cão Orelha foi encontrado ferido na Praia Brava, área turística de Florianópolis, e morreu depois de ser levado a uma clínica veterinária. A Polícia Civil aponta um jovem como responsável pelas agressões que resultaram na morte do animal e pediu a internação do adolescente.

O cachorro morreu em 5 de janeiro. De acordo com a Polícia Civil, laudos da Polícia Científica confirmaram que Orelha sofreu uma pancada forte na cabeça, causada possivelmente por um chute ou por um objeto rígido, como um pedaço de madeira ou uma garrafa.

Também nessa sexta-feira (6), o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) informou que vai solicitar novas diligências e esclarecimentos à Polícia Civil sobre os inquéritos que investigam os atos análogos a maus-tratos contra os cães Orelha e Caramelo, além dos crimes de coação e ameaça que teriam sido cometidos por adultos parentes de adolescentes envolvidos no caso.

À NSC TV, o advogado Alexandre Kale, representante legal do adolescente, declarou que há “fragilidade dos indícios”. Ele disse que não existem imagens do momento da agressão nem testemunhas que tenham presenciado o crime.

O nome e a idade do adolescente não foram divulgados pela investigação, tendo em vista que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê sigilo absoluto nos procedimentos envolvendo pessoas abaixo de 18 anos.

G1

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