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Sábado, 07 de Fevereiro de 2026
Pesquisadores desenvolvem vacina em spray contra gripe aviária
Resultados em camundongos e hamsters apontam avanço promissor na prevenção da doença
Uma vacina nasal contra a gripe aviária apresentou forte proteção contra infecções em testes com camundongos e hamsters, segundo estudo da Washington University School of Medicine, nos Estados Unidos. O imunizante impediu que o vírus se instalasse no nariz e nos pulmões dos animais, bloqueando tanto o avanço da doença quanto a transmissão.
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Os resultados, publicados na revista Cell Reports Medicine, ganham relevância diante do avanço global do vírus, que desde 2014 vem saltando de aves silvestres para animais de produção e humanos.
De acordo com o estudo, diferente das vacinas tradicionais aplicadas por injeção, a formulação nasal atua diretamente nas vias aéreas superiores e pode oferecer proteção mais eficiente contra a infecção e a disseminação da doença.
No Brasil, o Ministério da Agricultura confirmou, em janeiro, um novo caso de gripe aviária em aves domésticas de subsistência no município de Acorizal, em Mato Grosso. O foco foi identificado após a morte repentina dos animais e levou à adoção imediata de medidas de contenção, como abate sanitário, desinfecção das instalações, instalação de barreiras sanitárias e monitoramento intensivo em um raio de até dez quilômetros.
Segundo o governo federal, o episódio não altera o status sanitário do país como livre da doença na produção comercial, já que não envolve granjas industriais. O risco de infecção em humanos é considerado baixo e está associado, principalmente, ao contato direto e prolongado com aves infectadas. A Anvisa também mantém protocolos de vigilância em portos, aeroportos e fronteiras, integrados às ações de monitoramento da saúde humana e animal.
Até o momento, não há vacina nasal contra a gripe aviária em desenvolvimento no Brasil, nem imunizante aprovado para uso humano contra essa cepa específica. A vacina testada nos Estados Unidos é voltada exclusivamente para humanos e ainda precisa passar por novas etapas de testes antes de chegar à fase clínica.
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