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Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2026
Otan anuncia início de operação militar no Ártico após ameaças de Trump contra Groenlândia
Nova missão 'Sentinela do Ártico' foi planejada após o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçar anexar a Groenlândia e acusar a aliança militar de defasagens na vigilância do Ártico contra ameaças russa e chinesa. Rússia prometeu responder com 'medidas militares'.
A Otan anunciou nesta quarta-feira (11) o lançamento de uma missão para reforçar suas capacidades militares e de vigilância no Ártico. O movimento ocorre após tensões entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com a Europa por conta da Groenlândia.
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“A 'Sentinela do Ártico' ressalta o compromisso da Aliança de proteger seus membros e manter a estabilidade em uma das áreas mais estrategicamente significativas e ambientalmente desafiadoras do mundo. A iniciativa aproveitará a força da Otan para proteger nosso território e garantir que o Ártico e o Extremo Norte permaneçam seguros”, afirmou o general da Força Aérea dos EUA Alexus Grynkewich, comandante supremo aliado da Otan na Europa.
A nova operação, chamada de "Sentinela do Ártico", coordenará o aumento da presença militar dos aliados da Otan na região, incluindo exercícios como o "Resistência Ártica na Groenlândia", encabeçado pela Dinamarca e que deve ocorrer na ilha nas próximas semanas, segundo a aliança militar.
O anúncio de Grynkewich ocorre em meio a uma rodada de reuniões de ministros da Defesa dos países-membros da aliança militar em Bruxelas nesta quarta e também na quinta-feira para tratar da operação
Segundo autoridades europeias ouvidas pela Reuters, a "Sentinela do Ártico" pode envolver exercícios militares, aumento da vigilância, envio de embarcações adicionais e meios aéreos na região, incluindo drones.
A missão faz “parte dos esforços da Aliança para reforçar ainda mais nossa dissuasão e defesa na região, particularmente à luz da atividade militar da Rússia e do crescente interesse da China no Extremo Norte”, disse à Reuters um funcionário da Otan. Segundo esse oficial, a missão deve entrar em operação em breve.
Em resposta à missão da Otan, o ministro russo das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, afirmou nesta quarta-feira que a Rússia "obviamente" responderá com medidas "técnico-militares" à qualquer militarização europeia na Groenlândia direcionada a Moscou.
O início da missão "Sentinela do Ártico" ocorre semanas após o início de uma investida de Trump contra a Groenlândia, território autônomo que pertence à Dinamarca. O presidente norte-americano disse querer tornar a ilha parte dos EUA e não descartou uso de força militar para isso. A investida causou uma crise entre os EUA e a Europa e ameaçou a existência da Otan, que efetivamente acabaria se um país-membro atacasse outro.
A Otan informou na semana passada que havia iniciado o planejamento da missão, após conversas em Davos entre Trump e o secretário-geral da aliança, Mark Rutte, que aliviaram fortes tensões relacionadas à ambição de Trump de adquirir a Groenlândia.
Mais cedo, o ministro da Defesa britânico, John Healey, afirmou que o Reino Unido desempenhará um papel vital na nova missão da Otan no Ártico. Ainda segundo o governo britânico, a aliança de segurança Força Expedicionária Conjunta (JEF, na sigla em inglês) —liderada pelo Reino Unido e composta por outros nove países europeus— planeja para setembro exercícios militares no Extremo Norte, com centenas de militares previstos para serem mobilizados na Islândia, ao redor da Dinamarca e também na Noruega.
G1
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