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Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2026
Investigação de supostos maus-tratos em Formoso/MG mobiliza associação e gera nota de esclarecimento do Proprietário
O tutor também questiona a entrada no imóvel, classificando o ato como invasão de propriedade, e afirma estar adotando medidas legais para reaver o animal sobrevivente e se proteger contra o que considera ataques à sua honra e trajetória profissional.
Terça-feira, 27 de janeiro de 2026 — Formoso, MG
Uma denúncia de supostos maus-tratos e abandono de animais gerou grande repercussão em Formoso e mobilizou integrantes da Associação AMPAF, além de moradores da cidade, nesta terça-feira (27). A situação envolveu uma residência onde, conforme relatos iniciais, o proprietário não era visto há um período considerável.
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Ao entrarem no imóvel, os membros da associação localizaram dois cães em condições de fragilidade, segundo a equipe de resgate. Um dos animais recebeu atendimento imediato, mas não resistiu e veio a óbito. O segundo cão foi retirado do local e encaminhado para cuidados veterinários, ficando sob a custódia da AMPAF. A ocorrência foi formalmente comunicada às autoridades competentes para os procedimentos legais.
Versão do proprietário
Em contato com o Correio do Cerrado, o tutor dos animais encaminhou uma nota de esclarecimento, acompanhada de conversas e registros audiovisuais que, segundo ele, comprovam suas alegações. O material não foi divulgado por questões legais, mas foi colocado à disposição das autoridades.
Na nota, o proprietário — que atua na área da saúde — nega abandono e afirma que a situação decorreu de uma série de dificuldades financeiras, logísticas e de saúde. Ele relata que, após residir e trabalhar em Formoso ao longo de 2025, precisou assumir um novo vínculo profissional em janeiro de 2026 para honrar compromissos financeiros, o que reduziu suas idas à cidade.
Ainda segundo o tutor, mesmo com a ausência física, foi organizada uma rede de pessoas de confiança para garantir água e alimentação diárias aos cães. Ele afirma que a mudança definitiva dos animais já estava programada e que não conseguiu comparecer na data prevista por estar em uma remoção de emergência no trabalho.
Sobre o cão que morreu, identificado como Tobias, o proprietário afirma que o animal foi resgatado das ruas com saúde comprometida e apresentava baixo peso devido a condições crônicas preexistentes, apesar de ter recebido vacinas e cuidados ao longo dos últimos dois anos.
O tutor também questiona a entrada no imóvel, classificando o ato como invasão de propriedade, e afirma estar adotando medidas legais para reaver o animal sobrevivente e se proteger contra o que considera ataques à sua honra e trajetória profissional.
O caso segue sob investigação para apurar tanto a situação dos animais quanto a legalidade da entrada na residência e da retirada dos cães, ficando a cargo das autoridades a definição de eventuais responsabilidades.
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