Analistas de mercado indicam que a arroba pode alcançar patamares entre R$ 370 e R$ 400, impulsionada principalmente pela oferta mais curta de animais, pela forte demanda da China e pelo bom ritmo das exportações de carne bovina.
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De acordo com levantamentos do setor, o preço médio nacional do boi gordo ao longo de 2026 deve ficar em torno de R$ 12,50 por quilo, o que equivale a aproximadamente R$ 333 por arroba, valor considerado elevado em termos históricos. A média ponderada projetada para o ano gira em torno de R$ 333,10 por arroba, confirmando a expectativa de um mercado firme.
No mercado futuro da B3, os contratos ainda refletem certa cautela. O contrato de janeiro de 2026 foi negociado recentemente próximo de R$ 313,50 por arroba, enquanto o de março de 2026 fechou em torno de R$ 321,20. Essa diferença entre o mercado físico projetado e os contratos futuros evidencia a volatilidade e as incertezas que ainda cercam o setor.
Segundo analistas da Scot Consultoria, existe uma chance real de o boi gordo atingir entre R$ 370 e R$ 400 por arroba no primeiro semestre, desde que fatores como o câmbio e o apetite da indústria exportadora permaneçam favoráveis. A menor oferta de fêmeas para abate, reflexo da retenção visando a produção de bezerros, também contribui para o aperto na oferta de animais terminados.
Entre os fatores positivos, destacam-se:
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Demanda chinesa aquecida;
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Exportações brasileiras em níveis elevados;
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Redução da oferta de gado, especialmente de fêmeas;
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Possível valorização do dólar, favorecendo as vendas externas.
Por outro lado, o mercado também observa pontos de atenção. O consumo interno tende a ser mais fraco no primeiro trimestre, período tradicionalmente pressionado por despesas como impostos e material escolar. Além disso, uma investigação em curso na China sobre possíveis salvaguardas à carne bovina brasileira pode trazer ruídos ao mercado internacional, caso avance.
Diante desse cenário, especialistas recomendam que os pecuaristas adotem estratégias para reduzir riscos e aproveitar as oportunidades. Entre as principais orientações estão segurar o gado gordo sempre que possível para capturar melhores preços, utilizar contratos futuros ou parcerias comerciais para travar valores atrativos e manter a retenção de fêmeas, fortalecendo a produção de bezerros e a sustentabilidade do ciclo pecuário.
Em resumo, o ano de 2026 tende a ser marcado por preços elevados e alta volatilidade no mercado do boi gordo, com um ambiente claramente mais favorável ao produtor, sobretudo no primeiro semestre. A demanda internacional, especialmente da China, seguirá como o principal motor das cotações e será decisiva para a consolidação desse cenário positivo.
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